
- 20.01
- 2026
- 16:45
- Abraji
Acesso à Informação
Jornalismo no Brasil em 2026: soluções coletivas como caminho possível
A crise econômica do jornalismo não é nova, mas segue sendo enfrentada de forma fragmentada. A transformação digital redesenhou o sistema informacional, deslocou receitas para as big techs e submeteu decisões editoriais às lógicas das plataformas. Nesse cenário, soluções isoladas já não são suficientes para enfrentar um problema estrutural.
Em 2026, o jornalismo brasileiro precisará avançar na construção de respostas coletivas. Isso envolve cooperação entre redações, pesquisadores, sociedade civil e formuladores de políticas públicas, além de negociações mais firmes com plataformas e investimentos em modelos de inovação que não dependam exclusivamente de métricas algorítmicas. A resistência à cooperação, no entanto, permanece como um obstáculo concreto.
Pesquisas acadêmicas e estudos de mercado recentes indicam que o consumo de notícias ocorre cada vez mais fora dos sites jornalísticos, migrando para plataformas digitais e ambientes privados. Ao mesmo tempo, ferramentas de busca e sistemas de Inteligência Artificial concentram audiência, publicidade e poder de mediação. O jornalismo continua financiando esse ecossistema, mas sem retorno proporcional de valor, o que aprofunda o desequilíbrio econômico do setor.
A jornalista Ester Borges, autora do artigo, analisa por que a colaboração radical será decisiva para a sustentabilidade do jornalismo em 2026, argumentando que tratar o jornalismo como bem público exige ação coletiva e coragem para abandonar a lógica da sobrevivência isolada.
Para se aprofundar no tema e conferir os outros conteúdos do especial, acesse aqui.
O texto completo “Colaboração radical: o caminho possível para o jornalismo em 2026 exige soluções coletivas”, de Ester Borges, pode ser acessado neste link.
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