
- 16.01
- 2026
- 14:23
- Abraji
Acesso à Informação
Jornalismo no Brasil em 2026: jornalismo indígena
“Somos indígenas jornalistas. Mas… por que indígenas jornalistas e não jornalistas indígenas? […] Antes de nossa profissão, somos nossos povos, nossas coletividades, nossos territórios e nossas culturas. Nossa identidade vem antes de qualquer outra coisa, e isso define quem nós somos e aonde queremos chegar”, afirma Juliana Lourenço (Nidéwãna). A jornalista e colunista da Revista AzMina escreveu sobre jornalismo indígena em texto para o especial “Jornalismo no Brasil em 2026”, projeto realizado pelo Farol Jornalismo com a Abraji que aponta os desafios da profissão neste ano.
A autora afirma que o preconceito e o racismo dificultam a trajetória dos indígenas jornalistas. “Temos que ser dez vezes melhores para chegarmos próximos de alguém mediano, não por falta de capacidade, e sim pelo racismo. A nós não existe a possibilidade de erro”, disse.
A autora afirma que o preconceito e o racismo dificultam a trajetória de indígenas jornalistas. “Temos que ser dez vezes melhores para chegarmos próximos de alguém mediano, não por falta de capacidade, mas pelo racismo. Para nós, não existe a possibilidade de erro”, disse.
Juliana Lourenço também aponta que o jornalismo indígena não é nem deve ser confundido com “jornalismo ambiental”. Ela destaca que indígenas sabem falar de saúde, educação, direitos humanos, maquiagem, filmes e mundo geek. “Gostamos de inúmeras coisas, somos contemporâneos igual a você”, ressaltou.
O texto completo “Somos indígenas jornalistas, e reivindicamos o direito de narrar a nós mesmos”, de Juliana Lourenço (Nidéwãna), pode ser acessado neste link.
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