Jornalismo no Brasil em 2026: feminismo de dados nas eleições
  • 14.01
  • 2026
  • 11:49
  • Abraji

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Jornalismo no Brasil em 2026: feminismo de dados nas eleições

A cobertura jornalística das eleições gerais de 2026 deverá ir além de retratar candidaturas, mapear alianças e checar discursos. Para a jornalista Ana Carolina Araújo, mestre em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela UFBA, será preciso utilizar dados a partir de uma perspectiva de gênero. Ela escreveu sobre feminismo de dados nas eleições no especial “Jornalismo no Brasil em 2026”, projeto realizado pelo Farol Jornalismo em parceria com a Abraji e com o apoio do Projor, que aponta os desafios do jornalismo neste ano.

O feminismo de dados, conceito proposto por Catherine D’Ignazio e Lauren Klein, aponta que nenhum dado é neutro e que toda coleta, classificação e interpretação carrega marcas de poder. Todo dado tem um contexto e corpo.

Araújo defende que as dimensões de gênero e raça devem integrar a cobertura política, econômica e eleitoral, não ficando os temas restritos a editorias específicas ou a datas simbólicas. “Na prática, isso implica que matérias sobre reforma tributária considerem seu impacto na vida de trabalhadoras informais; que reportagens sobre segurança pública mostrem que mulheres negras sofrem mais feminicídios no Brasil; e que a cobertura eleitoral vá além de citar o número de candidatas, mas investigue quantas têm financiamento robusto, tempo de TV e quantas enfrentaram violência política no caminho.”

O texto completo “Feminismo de dados nas eleições de 2026: o que o jornalismo brasileiro não está percebendo”, de Ana Carolina Araújo, pode ser acessado neste link

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Assinatura Abraji