Jornalismo no Brasil em 2026: emergência climática, pós COP30 e polarização
  • 21.01
  • 2026
  • 15:08
  • Abraji

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Jornalismo no Brasil em 2026: emergência climática, pós COP30 e polarização

A COP30, realizada em novembro de 2025, em Belém, foi cercada de expectativas e simbolismos, em um planeta cada vez mais quente e em uma cidade marcada por contrastes históricos. Apesar do reconhecimento da urgência climática nos discursos oficiais, o encontro evidenciou a distância entre intenção política e ação concreta diante das pressões geopolíticas.

Ao final da conferência, a proposta brasileira do chamado Mutirão não resultou em um compromisso claro sobre o abandono dos combustíveis fósseis, principais responsáveis pelas emissões de gases de efeito estufa. Ainda assim, a presidência brasileira da COP assumiu o mandato de elaborar um roteiro para a transição energética, a ser construído e debatido ao longo de 2026 até a COP31.

Nesse contexto, a conferência também expôs contradições do cenário internacional e do próprio Brasil, como a pressão de países produtores de petróleo e decisões internas que fragilizam o discurso climático. Em resposta, ciência, povos indígenas e sociedade civil denunciaram a falta de ambição das metas e cobraram maior celeridade nas decisões.

Os jornalistas José Kaeté, Larissa Noguchi e Daniel Nardin, autores do artigo, analisam como a COP30 deixou mais perguntas do que respostas, mas também uma agenda clara para 2026. Acompanhar o processo contínuo da COP, cobrar promessas e ampliar o espaço para a ciência e os povos originários serão tarefas centrais para um jornalismo climático mais crítico, contextualizado e conectado à realidade social e política do país.

Para se aprofundar no tema e conferir os outros conteúdos do especial, acesse aqui.

O texto completo “Emergência climática e integridade da informação num cenário polarizado”, dos jornalistas José Kaeté, Larissa Noguchi e Daniel Nardin, pode ser acessado neste link.

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