IA na Redação: prorrogação de inscrições para curso da Abraji em Campo Grande
  • 27.10
  • 2026
  • 17:00
  • Thiago Assunção

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Formação

IA na Redação: prorrogação de inscrições para curso da Abraji em Campo Grande

A Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) prorrogou as inscrições para a cidade de Campo Grande no curso "IA na Redação: fluxos investigativos com Gemini". Realizada com apoio do Google, o curso é presencial, gratuito e faz parte da terceira etapa da trilha de formação em IA da Academia Abraji. O curso tem duração de 8 horas, divididos entre períodos matutinos, com turmas de 20 jornalistas.

As inscrições de Campo Grande foram prorrogadas até 01 de novembro de 2026. Para fazer sua inscrição agora, clique neste link.

As edições têm o apoio de três universidades:

Campo Grande — 4 e 5 de novembro, na Universidade Anhanguera-Uniderp - 09h às 13h 
Porto Alegre — 10 e 11 de novembro, na PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul) -  09h às 13h
São Paulo — 17 e 18 de novembro, na ESPM-SP (Escola Superior de Propaganda e Marketing, unidade São Paulo-Joaquim Távora) - 09h às 13h

No começo de 2027, o curso também terá edições em Belém e Fortaleza, com datas a serem divulgadas.

Este é o terceiro passo da trilha anunciada em julho. Depois do curso “Fundamentos de IA Generativa para Jornalistas”, online e assíncrono, e das aulas ao vivo de "IA aplicada à análise documental investigativa", chegam agora os encontros presenciais.

Se o Kit de Ferramentas Gemini ensina o "como fazer" e o Fundamentos entrega a camada conceitual, esta etapa responde a outra pergunta: como colocar esses fluxos para funcionar na sua redação.

"Estamos orgulhosos de apoiar a Academia Abraji nesta trilha de formação. Essa iniciativa oferece ferramentas e suporte prático para que jornalistas de todo o país possam integrar a inteligência artificial aos seus fluxos de trabalho de forma ética, segura e responsável — atuando sempre como uma aliada que apoia o trabalho humano e fortalece a qualidade da informação no jornalismo brasileiro" , disse  Fabiana Zanni, diretora de Parcerias de Notícias do Google para a América Latina.

Por que este curso importa

Quase toda redação já tem alguém usando IA. Quase nenhuma tem um método para isso. O uso acaba ficando invisível: varia de repórter para repórter, ninguém registra o que foi feito e nada disso resiste à primeira pergunta de um editor sobre como aquela informação apareceu.

A oficina parte desse ponto. Em vez de apresentar ferramentas uma a uma, monta um fluxo de trabalho inteiro — do acervo bruto à tabela de achados — e, em cada etapa, pergunta o que ainda precisa de verificação humana. Cada cidade trabalha com documentos de interesse regional, escolhidos com quem conhece a cobertura local, para que o exercício não seja um caso de demonstração.

A turma é pequena de propósito. São 20 pessoas por cidade, com prioridade para jornalistas que atuam naquela região, porque o formato depende de cada participante trabalhar com a própria pauta.

Como funciona

As oficinas acontecem em duas manhãs consecutivas, das 9h às 13h, com quatro sessões de 1h50 e um intervalo de 20 minutos. O desenho é para quem trabalha em redação: a tarde fica livre.

Cada turma tem dois instrutores - confira aqui quem serão os profissionais. Um deles é um jornalista da região que usa IA na própria apuração e apresenta métodos, decisões e erros de casos reais. O outro conduz a parte de ferramentas, com exemplos de investigação e os cuidados de uso ético e controle editorial.

Recomendamos que cada participante leve o próprio notebook.

O que você vai aprender

Sessão 1 — IA e jornalismo: ganhos reais, limites e ética
Onde a IA ajuda de fato (triagem, síntese, organização, transcrição) e onde não se pode confiar nela sem validação (atribuição, números, citações, nexo causal, identificação de pessoas). O que não deve ser enviado para ferramentas em nuvem quando há fonte em risco. E os componentes mínimos de uma política de uso de IA na redação, com um modelo para adaptar.

Sessão 2 — Prompts que funcionam para jornalismo
Como escrever comandos que produzem respostas precisas e verificáveis: estrutura, exemplos, saídas em tabela e CSV para alimentar planilha, prompts que obrigam o modelo a citar a origem e a admitir o que não encontrou. Cada participante escreve, testa e refina três prompts para uma pauta em andamento.

Sessão 3 — Fluxo integrado: Pinpoint, Gemini Notebook, Gemini e Sheets
O percurso completo sobre um acervo real: subir documentos, aplicar OCR e transcrição, buscar em milhares de arquivos, extrair entidades, sintetizar e organizar os achados em planilha. O exercício usa uma base de interesse regional da própria cidade.

Sessão 4 — Assistentes personalizados e métodos avançados
Construção de um Gem do zero para uma tarefa da rotina de cada participante: instruções, arquivos de conhecimento, formato de saída e teste. Inclui uma passagem pelo Google AI Studio e pelo Deep Research, com atenção à armadilha das fontes fabricadas.

As quatro sessões terminam com um bloco sobre como documentar o que a IA fez naquela etapa, para que a apuração continue auditável quando alguém perguntar.

Para quem é

Jornalistas de redação e freelancers, checadores e profissionais de comunicação que trabalham com equipes de reportagem, com prioridade para quem atua na cidade e na região de cada edição. Não é preciso saber programar.

Como participar

A inscrição é feita por formulário, neste link. É preciso informar o veículo em que trabalha, a região, o uso que faz hoje de inteligência artificial, a motivação para participar e o currículo.

A seleção fica a cargo de uma banca avaliadora, e o resultado será enviado por e-mail.

Dúvidas frequentes

O curso é gratuito? Sim, tanto a inscrição quanto o material didático.

A Abraji paga deslocamento ou hospedagem? Não, é um curso voltado para jornalistas das próprias localidades.

Preciso levar notebook? É recomendado. Trabalhar na própria máquina facilita seguir usando o fluxo depois da oficina.

Preciso saber programar? Não. O curso parte de rotinas comuns de apuração e organização de documentos.

Preciso ter feito os cursos anteriores da trilha? Não. Pode ajudar, mas as sessões são compreensíveis sem eles.

Recebo certificado? Sim, para quem participar das duas manhãs e entregar o exercício final.

Preciso pagar por alguma ferramenta? Não. As ferramentas usadas têm versões gratuitas.

Posso me inscrever para uma cidade em que não moro? Sim, mas o deslocamento e hospedagem será por conta do aluno.

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