Fundação Gabo oferece curso na Colômbia sobre cobertura da migração venezuelana
  • 29.01
  • 2020
  • 16:30
  • Mayara Paixão

Formação

Fundação Gabo oferece curso na Colômbia sobre cobertura da migração venezuelana

Os desafios de uma cobertura jornalística de qualidade sobre a migração venezuelana são tema de curso oferecido pela Fundação Gabo em parceria com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR). Com duração de cinco dias (de 13 a 17.abr.2020), o evento acontece em Medelín, Colômbia, e selecionará 11 jornalistas da América do Sul para participar. As inscrições estão abertas até 2.mar.2020.

O Brasil é um dos países cujos jornalistas são elegíveis para o curso Refugiados e migrantes: como cobrir o caso venezuelano, além de Colômbia, Equador, Chile, Peru e Argentina. Para se candidatar, é preciso ter ao menos três anos de experiência profissional e interesse pelo tema.

As aulas serão conduzidas em espanhol pelos jornalistas Ginna Morelo, da Colômbia; e Tulio Hernández, da Venezuela. Em conversa com a Abraji, Morelo descreve o curso como uma possibilidade de juntar profissionais de territórios e mídias diferentes para construir uma agenda de cobertura mais rica, propositiva e potente.

Segundo a colombiana, a acelerada migração venezuelana ocorrida na América Latina nos últimos anos exige adaptações rápidas dos Estados para garantir direitos aos migrantes. “A sociedade, o governo e o empresariado precisam ver a migração como um direito e não como uma crise. Como uma oportunidade e não como um problema”, defende.

Neste desafio, os jornalistas têm papel central. Para Morelo, um exercício jornalístico que não deixe espaço para a xenofobia ajuda a difundir as histórias de vida dos venezuelanos que deixam seus territórios, mas principalmente a monitorar a implementação de políticas públicas nos países receptores para inserir esses migrantes.

Em 2018, ela ganhou o Prêmio Gabriel García Márquez de Jornalismo pelo especial multimídia “Venezuela a la fuga”, resultado de uma parceria entre os jornais El Tiempo e Efecto Cocuyo. Mais de 20 profissionais trabalharam na produção do material.

É no jornalismo colaborativo que Morelo vê a chave para uma narrativa de qualidade sobre os fenômenos migratórios. “A cobertura da migração não cabe em uma sala de redação, por maior que seja. Quando vemos pessoas atravessando um país, são culturas que caminham para outros territórios. É necessário romper os esquemas de um trabalho extremamente vertical e fortalecer uma cobertura horizontal de jornalismo colaborativo”, afirma.

Apoios oferecidos

Os 11 participantes receberão alojamento por seis noites, passagens aéreas, alimentação e seguro médico internacional. Os selecionados devem pagar  uma taxa de matrícula no valor de 100 dólares (aproximadamente 420 reais).

Ao final do curso, três dos participantes serão selecionados para participar de um laboratório para investigar e produzir histórias sobre refugiados e imigrantes sob a orientação de Ginna Morelo com o financiamento de 5 mil dólares.

Confira aqui os documentos necessários e como realizar a inscrição.


Serviço

Curso “Refugiados e migrantes: como cobrir o caso venezuela”
Quando: 13 a 17.abr.2020
Inscrições: até 2.mar.2020
Mais informações aqui.

 

Foto: ACNUR/Victor Moriyama.

Assinatura Abraji