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02/06/08 - 13h15 - Abraji
Abraji protesta diante de abusos cometidos contra jornalistas de 'O Dia' e cobra autoridades


A Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) protesta de forma veemente diante dos fatos gravíssimos relatados na edição de domingo (1/06) de O Dia, quando uma equipe de reportagem foi mantida durante sete horas e meia seqüestrada, em cárcere privado e torturada numa favela do Rio de Janeiro, na Zona Oeste.

A equipe realizava uma reportagem especial em uma favela dominada pela milícia (espécie de grupo privado que atua por conta própria e é composto por policiais, ex-policiais, agentes penitenciários, bombeiros e ex-servidores da Segurança Pública). A equipe de "O Dia" trabalhava em uma casa alugada na comunidade durante duas semanas,  quando foi identificada no último dia 14 de maio. 

A exemplo dos traficantes, esses bandos criminosos chamados "milícias" criam áreas de exclusão, nas quais impõem as suas próprias leis, valendo-se da intimidação e do assassinato. Além da barbárie a que submetem os moradores, o que já seria inaceitável, esse tipo de banditismo organizado põe em risco o Estado Democrático de Direito, em desafio aberto ao Executivo, ao Legislativo e ao Judiciário, os poderes da República, que deveriam regular a vida da sociedade.  

Em vista disso, a Abraji:

 · Solidariza-se com a equipe agredida e com o jornal "O Dia", lamentando que ainda sejamos obrigados a conviver com atos dessa natureza.

 · Pede que as autoridades apurem com rigor o crime cometido.

 · Considera inaceitável existirem no país “áreas de exclusão”, dominadas por criminosos, onde a imprensa  não pode trabalhar sem sofrer agressões, e onde reina um poder paralelo do tráfico ou da milícia formada por policiais da ativa e ex-policiais.

 · Cobra das autoridades para que o Estado aja com mais efetividade nessas áreas, não só reprimindo esses bandos criminosos, mas também levando os benefícios legais e sociais a que as populações que nelas vivem têm direito.

 · Alerta as empresas de comunicação sobre a responsabilidade que elas têm na segurança de seus funcionários. A elas cabe avaliar os riscos que eles possam correr.

 A Abraji lembra que, neste 2/6, completam-se seis anos do assassinato de Tim Lopes, torturado e morto por traficantes, quando fazia investigação da exploração sexual de crianças e adolescentes em bailes funk. A Abraji surgiu na comoção que se seguiu a morte de Tim Lopes, por isso tem, entre as suas principais preocupações, a luta pela preservação da integridade física dos jornalistas, um assunto que profissionais e empresas têm de se empenhar em debater com mais profundidade. 

 Diretoria da Abraji
1 de junho de 2008


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