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16/10/12 - 09h56 - Gabriel Manzano
`É preciso usar a tecnologia para melhorar a técnica investigativa´


Publicado em 14 de outubro de 2012 em O Estado de S.Paulo

O que se assiste hoje no mundo não é uma revolução de internet, é uma grande virada, tão profunda quanto a de Gutenberg ao inventar a imprensa. Só sobrevive quem entender que o negócio não é mais mídia, é tecnologia. O que vem pela frente não é um novo modelo, serão muitos modelos, muito diferentes um do outro - e a tarefa das empresas é saber como mudar.

O recado foi dado ontem por dois experientes analistas da mídia mundial: o presidente do grupo espanhol El País, Juan Luís Cebrián, e o professor e jornalista brasileiro Rosental Calmon Alves, da Texas University. Tendo como moderador Fernando Rodrigues, da Folha de S.Paulo, eles fizeram o painel "Jornalismo: qual o modelo sustentável do futuro?", na 68.º Assembleia-Geral da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), em São Paulo.

Cebrián fez uma análise austera de um cenário onde "a crise econômica mundial se misturou com a crise do modelo de imprensa". Ele não economizou nas imagens. "Como todas, esta é uma revolução sangrenta", afirmou depois de exibir e comentar uma enxurrada de números sobre a gigantesca mudança que sofrem hoje todas as pessoas e empresas que lidam com tecnologia e com informação.

Ele revelou, por exemplo, que são emitidos por dia 294 bilhões de e-mails, 2 bilhões de posts em blogs, e transmitidas 250 milhões de fotos. Os e-books saltarão de 5% do mercado, hoje, para 18% em 2016. Os endereços de internet vão de 1,5 bilhões para 5 bilhões de hoje até o ano 2020.

No El País, que ele comanda em Madri, a solução foi "criar um produto global, onde todos trabalham para todos os meios". Uma das metas, prosseguiu, "é saber usar a tecnologia para melhorar a técnica investigativa". Outro, é achar fórmulas para preservar a privacidade dos usuários e para garantir os direitos de propriedade". Até brincou, ao perguntar, sobre o Twitter: "Que jornalismo investigativo se pode fazer em 140 caracteres?"

Otimista. Calmon Alves também recorreu a números e dados para dizer que o mundo é, de fato, outro, que denominou "socialnomics". Por exemplo, um professor de Física do MIT tem, via rede, um milhão de alunos. A cada minuto, criam-se 24 horas de filmes no YouTube. E 90% do consumo de mídia já ocorre em telas. "O que a crise mostra é o esgotamento de um modelo que sustentava o setor (de jornais)", afirmou. E a saída? "Ninguém sabe, mas por certo não será um modelo, serão muitos, e diferentes. É preciso entender que saímos de um ecossistema de escassez, para um ecossistema de fartura."

E concluiu lembrando que "a crise não é o fim do jornal nem do jornalismo. O contador de história é eterno, existe desde os tempos das cavernas". Mas que ninguém, no meio, se iluda. É preciso "saber se transformar para sobreviver".

Cerca de 450 jornalistas e donos de empresas de comunicação de mais de 30 países do continente participam da SIP. Até terça-feira, eles abordarão temas que vão das ameaças à liberdade de expressão à adaptação do meio às novas tecnologias, à instalação de multiplataformas digitais e, ainda, a questões financeiras como a da internet paga.


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