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29/09/16 - 15h35 - Abraji
Ministério Público de SP ouve repórteres vítimas da PM em protestos


O Ministério Público de São Paulo realizou audiência pública na última quarta-feira (28.set.2016)  para colher depoimentos de repórteres agredidos, ameaçados ou detidos pela Polícia Militar durante a cobertura de protestos. As informações foram coletadas pelos promotores Eduardo Valério e Beatriz Fonseca para compor um inquérito instaurado em julho deste ano para apurar a violação do direito à informação pela PM paulista.

A Abraji apresentou aos promotores os resultados do levantamento que vem realizando desde 2013 e que busca mapear todas as violações cometidas contra repórteres em protestos. Do total de 300 casos apurados, quase metade ocorreu no Estado de São Paulo: foram 144 casos. A PM paulista responde por exatos 75% do total, ou 108 ocorrências. O secretário-executivo da associação, Guilherme Alpendre, esclareceu aos membros do MP que na maioria dos casos os profissionais foram agredidos a despeito de sua identificação como imprensa.

Os repórteres Fabio Braga e Marlene Bergamo, da Folha de S.Paulo, estiveram entre os dezoito profissionais de imprensa a prestar depoimento na condição de testemunhas. Ambos coincidem na impressão de que os jornalistas passaram a ser alvos diretos da Polícia Militar a partir de junho de 2013. Braga lembrou que, em junho daquele ano, “além de identificado com o crachá, estava com colete de fotógrafo. Eu disse que não ia me retirar, porque estava cobrindo a ação da polícia, me identifiquei como repórter da Folha. O que aconteceu foi que o policial deu um tiro à queima-roupa na minha perna. A bala furou a calça, me deixou com uma cicatriz de uns 12 centímetros, fiquei ensanguentado”.

Guilherme Alpendre mostra lista com violações registradas pela Abraji

O repórter Vinicius Gomes, que fotografava uma manifestação em 31 de agosto de 2016, relatou ter sido “escolhido” por policiais militares. Embora estivesse ao lado de outros fotógrafos, foi o único espancado por agentes que chegaram em motocicletas. Ferido na cabeça, foi detido e mantido por horas no 78º Distrito Policial, nos Jardins, antes de ser levado a um pronto-socorro. “Eu fiquei agachado na cela, vendo aquela poça de sangue crescer no chão”, relatou. Vinicius Gomes tem 19 anos. Sua câmera foi destruída pela PM.

A audiência pública foi organizada em parceria com o Núcleo de Estudos da Violência da USP, Conectas Direitos Humanos, Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Sindicato dos Jornalistas de São Paulo e Artigo 19.


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